Onde a CPMF pega

O governo está praticamente quebrado e portanto está buscando maneiras de equilibrar as suas contas. 

Mas diferente de você que só pode cortar efetivamente oSim seus gastos e não pode contar com o aumento que vai pedir na empresa, o governo pode aumentar a sua receita, por meio dos impostos.

Entre cortar os cargos comissionados dos amigos e aumentar os impostos que você paga, advinha qual a opção utilizada?

Óbvio que o aumento de imposto e o queridinho é a CPMF, que ficou conhecido como imposto do Cheque, é cobrado a cada transação financeira.

Mas onde a CPMF pega no meu bolso? Aqui:

HÁ COBRANÇA

  • Saques no caixa eletrônico
  • Pagamento de contas por boleto
  • Pagamentos pelo cartão de débito
  • Pagamentos pelo cartão de crédito
  • Pagamentos feitos com cheque
  • Transferências via DOC e TED 
  • Parcelas de financiamentos e empréstimos

NÃO HÁ COBRANÇA

  • Estorno no caso de lançamentos errados
  • Saques do FGTS
  • Saques do PIS/Pasep
  • Pagamento de seguro-desemprego
  • Movimentações financeiras das entidades beneficentes de assistência social
  • Transferência de recursos entre contas correntes de mesma titularidade.

Mas lembrando que no caso das contas conjuntas a ordem dos titulares IMPORTA, portanto a conta da sua esposa onde você é o agregado é diferente da sua conta onde ela foi agregada e com isso haverá sim a cobrança em caso de transferência entre elas.
Engraçado que eu não acho olá CPMF o pior imposto que existe não… Só acho que ele deveria ser abatido do IR e que fosse isento do IR também seria isento, porque do ponto de vista econômico e operacional ele atinge de maneira isonomica todos que efetuam transações financeiras, sendo que os que têm mais dinheiro e transacionam mais, pagam um volume maior (não pagam mais, pois a alíquota  sempre a mesma).

Além disso, ele é de difícil sonegação e não depende de burocracia para ser paga e gera custo zero para o governo recebê-la (o que é bom se vc pensar que a ideia é termos um governo “menor”).

Mas, como sempre a ideia não é melhorar, e sim criar cortinas de fumaça, como os cortes nos conhecemos cursos e nos aumentos do funcionalismo, mas sem tocar nos cargos comissionados.

Como depende do congresso é pouco provável que a CPMF passe e aí o governo poderá dizer que tentou equilibrar as contas, mas o congresso não ajudou.