O verdadeiro Smartwatch

Os smartwatchs para mim são uma solução a procura de um problema. Tentam fazer de tudo e no fundo não fazem nada de maneira decente, são um pato tecnológico ainda (lembre de olhar a data de publicação se ler isso em um futuro distante).

Se vc quer monitorar atividades físicas a Misfit, Fitbit, Mi Band ou a Loop 2 da Polar fazem isso muito bem e ainda por cima monitoram seu sono, pois suas baterias duram mais de um dia. Se você nada, a Misfit tem um modelo feito em conjunto com a Speedo para medições precisas, sem tirar sua atenção na piscina com as ultimas mensagens de bom dia no grupo da família no Whatsapp.

Se vc quer um companheiro para seu telefone, a Polar 2 vibra em notificações e alarmes para lhe alertar. Ok, vc não vai responder nele, mas vc realmente fica longe do celular tempo suficiente para que aquela mensagem não possa esperar para ser tratada?

Mas elas tem um problema, são sempre um item adicional no seu pulso, apesar de serem discretos.

Mas pensando nisso a Grayton pensou em uma solução que une estes 2 mundos de maneira elegante. Eles criaram o Origin que é um relógio mecânico de corda automática com um belo design clássico, que o faz parecer mais como uma jóia e em nada com o Apple Watch ou outro “smartwatch” do mercado (talvez o Gear 3 da Samsung chegue próximo).

A grande sacada aqui é que o relógio, continua a funcionar como um relógio de verdade não precisando de carga a cada 8h para você ver as horas, mas a pulseira sim  tem uma eletrônica embarcada dentro do couro que adiciona recursos inteligentes. 

É uma união que faz muito mais sentido, pra mim pelo menos, pois une a beleza e sofisticação dos relógios com recursos inteligentes. Além disso, vc pode trocar não só a pulseira, como o relógio em si e não perder as vantagens/informações.

A pulseira precisa de 2h de carga para durar 10 dias, pois ela não precisa se preocupar com a tela e sim com suas funções, já que o relógio é independente e por ser automático não precisa de bateria. E tudo sincronizado com um app no celular como as pulseiras fitness atualmente.

Seguindo a moda atual a fabricante está financiando a produção com uma campanha no Indiegogo.

O único senão dele é o preço que está na casa dos US$150,00 (caro para nós ainda), mas bem abaixo do valor pedido pela Apple pelo Watch Series 2 que está beirando os US$270,00.

Fiquei tentado… Se realmente ele vir a luz do dia ano que vem e a campanha der certo, é um forte candidato e um modelo para as empresas de relógios, lembrando que a Fóssil é a dona da Misfit e faz os aparelhos de diversas marcas.

A nova F1 em 2017

A F1 irá voltar em 2017 com uma cara totalmente nova, buscando tornar os carros mais bonitos e complicados de pilotar para buscar maior competitividade na categoria. E as mudanças não serão pequenas e podem realmente mexer com o equilíbrio de forças da categoria dependendo de como cada uma das equipes implantar soluções para as novas regras.

A primeira e mais visual de todas é o aumento do tamanho dos pneus, fazendo lembrar dos usados na década de 70. Para se ter uma ideia o novo dianteiro é praticamente do tamanho do traseiro de 2016 e a previsão da Pirelli é que os carros ganhem algo em torno de 2,5 segundos por volta só com esta alteração.

Além dos compostos, os carros de 2017 serão mais largos como um todo, com a asa traseira mais baixa, dando um visual agressivo aos modelos do ano que vem. Vejam a diferença na tabela:

Mas fica muito mais claro quando comparamos os carros:

Além disso o sistema de # para restringir a evolução dos motores foi abandonado (E isso é uma excelente notícia). Durante um fim de semana de GP, se um piloto precisar de mais de uma peça da unidade de potência, ele estará sujeito a punição e apenas a última das peças adquiridas poderá ser usada nos eventos seguintes sem punição. Isso se dá para evitar o estoque de peças extras da unidade motriz.

Acredito que com estas mudanças a dependência aerodinâmica será reduzida em prol do ganho da aderência mecânica dos pneus, o que pode deixar os carros andarem mais próximos um do outro e permitindo muito mais ultrapassagens, além de terem um ganho de mais uns 2 segundos, além dos já obtidos com os pneus.

A Red Bull e a Ferrari tem uma enorme chance de colarem na Mercedes, assim como a McLaren de ressurgir.

E você o que achou das mudanças?

 

Parabrisa inteligente

Se tem uma coisa nos jogos de carro nos video-games e que deveria ser copiada no mundo real são os “Parabrisas inteligentes”. Dependendo da visão que você usa a tela mostra diversas informações úteis do carro, do trajeto e da sua pilotagem que poderiam ser aplicadas no mundo real.

Inclusive há uma solução que usa o smarphone adaptado no painel para criar este Head Up Display em todos os carros.

Head-up Display na Amazon

hudisplay

Engraçado que isso é algo pouco explorado mesmo com toda a ideia do Hololens e de carros extremamente inteligentes como os Teslas. A Jaguar já pensou em algo e apesar de ter focado em dicas de direção esportiva no seu conceito, a ideia tem um potencial enorme para GPS, indicação de locais para estacionar, segurança ativa, etc.

A Continental também já estudou o assunto e demonstrou algo mais próximo do uso diário da solução.

O jeito é aguardar e torcer para que apareça logo nos carros mais caros para em seguida se tornar um padrão.

Evolução dos jogos de F1

F1/Corrida é junto com ping-pong um dos estilos de jogos de video-game mais antigos do mundo, existindo praticamente deste a primeira geração de pixels gigantes e quadrados.

E aproveitando que tivemos o lançamento de mais uma versão do F1 da Codemasters o video abaixo mostra o quanto o estilo evoluiu e como a imaginação antigamente era a maior feature de qualquer video-game.

Aliás, lembro até hoje do evento que foi em 1989 o lançamento do Super Monaco GP da Sega que teve a consultoria do Senna.

O vídeo só tem um defeito… Não mostra o maior jogo do gênero de todos os tempos: Enduro

E para efeito comparativo, segue abaixo o trailer do F1-2016

É uma coisa linda este novo jogo, presente de natal já definido eheheheh

DARPA’s Cyber Grand Challenge

Anualmente em Las Vegas acontecem 2 das maiores convenções de segurança da informação do mundo, a BlackHat e a Def Con, que possuem propostas e até publicos um pouco diferentes. Enquanto a primeira ficou mais “comercial” a segunda ainda tem uma aura “underground”.

Na Def Con um dos eventos mais procurados, além das palestras, é a tradicional competição de Capture the Flag onde diversos times de hackers tentam invadir os servidores dos outros para “pegar a bandeira”. Entretanto este ano a DARPA decidiu entrar na brincadeira, mas não competindo, eles criaram um nova modalidade da competição chamada de Cyber Grand Challange:CGC_Stacked_ColoronBlack.jpg

 

 

 

 

 

 

E o objetivo da brincadeira era bem grandioso… Este é o primeiro torneio de hacking só para máquinas. Isso mesmo, um torneio de Capture the Flag sem intervenção humana, totalmente baseado em machine learning onde a ideia é que os ambientes deveriam se defender e contra-atacar os outros oponentes sozinhos, olha o naipe dos brinquedos:

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Isso mostra que hoje a questão de CyberSecurity não é mais uma questão apenas empresarial, mas sim de segurança nacional e cada vez mais importante devido ao impacto que pode causar. Sistemas como estes serão as novas armas de defesa de fronteiras, pois não precisam dormir, comer e não se importam com fusos horários para manter a vigilância. Ok que o humano sempre precisará estar presente (por enquanto), mas o ganho de escala e velocidade destas tecnologias para a identificação e resposta é surpreendente.

E todo o evento foi filmado e está disponível para que possamos ver como a tecnologia de machine learning está evoluindo a passos logarítimicos e sendo usada nas mais diversas atividades.

Obviamente todos os computadores e programas foram devolvidos para a DARPA que poderá combinar o melhor de cada um deles no seu próprio ambiente.

 

 

 

 

 

 

"Crer é muito monótono, a dúvida é apaixonante!" – Oscar Wilde