Under the Dome – Season Finale da minha paciencia

Under the Dome é uma série baseada em um livro de Sthephen King onde a pequena cidade na cidade de Chester Mill, Maine é enclausurada dentro de um domo transparente e indestrutível.

A trama é promissora, apresentando um BBB gigante e sem as benesses de ter uma emissora cuidando do background. A série nesta primeira temporada teve 13 episódios que vieram mantendo um suspense e apresentando tramas paralelas interessantes até a metade quando o foco mudou das relações humanas em uma situação de crise para algo fantástico sobre os “poderes” do domo, escolhidos (sem razão obvia nenhuma), e soluções preguiçosas para resolver certos casos. Quando a série deveria começar a amarrar algumas pontas e preparar para a Season Finale. Entretanto entre os produtores há um dos que participou de Lost, portanto ele não devia ter a menor ideia de como acabar a temporada, visto que há uma clara intenção em se distanciar do livro. 

O último episódio é um excelente resumo destes problemas, Curtains, é lento e carece de muitas respostas que foram levantadas durante a série tendo um final ridículo que me deixou com mais raiva do que vontade de ver a segunda temporada.
O julgamento de Barbie é um belo exemplo, ninguém ali questiona a decisão de enformarmos uma pessoa? Ninguém levanta a mão para tentar contra-argumentar nada, até a Linda que era legal e desconfiada de repetente se tornou um cachorrinho de Big Jim fazendo tudo que ele pedia sem questionar. E isso vale para o Júnior que eu esperava ser o contra-ponto ao pai dele nestas horas subindo a temperatura da relação complicada entre eles. A cena que Big Jim confessou à Júnior que realmente matou pessoas, mas por uma boa causa foi irritante. Oras poucas cenas antes Júnior avisou ao pai que se ele o enganasse e o usasse seria muito ruim e deu o gancho para os colocarem ainda mais afastados e o que se viu foi exatamente o contrario, apenas para que Big Jim pudesse ter um carrasco no julgamento da forca.
Mais uma série promissora que se esvai na preguiça dos roteiristas em buscar soluções para os problemas que eles mesmos acumulam na série. Uma pena.